sábado, 12 de abril de 2014

Há vida

E há vida infinita dentro de nos, vida pulsante que arde, que vibra. E há as coisas, aquelas que como apetrechos se juntam ao nosso capricho de existência. É coisa fora de entendimento, vai além da compreensão.

Yana Carla Monteiro Lopes

sábado, 8 de março de 2014

Às vezes

Às vezes vai além das oscilações das temperaturas, ou da força do vento. Tem haver com a vida, com a maneira que a tinta cai e pinta o papel. Depende da intensidade do pincel, da quantidade de tinta, das levezas com que se movimentam as folhas, do jeito que se olha a luz do sol. É o jeito de deixar transparecer, o jeito do afeto. Não é bem o entendimento de causa, não é modo planejado de vida, não é moral, ou valores, ou nem mesmo hipocrisia, às vezes é a forma, o jeito de abrir a porta, o jeito de preferir esse á aquele. Às vezes é o peso dos dias, dos sentimentos, do estado de espírito, do pertencimento, e ao mesmo, a saudade, a falta. É a vibração de muitos conjuntos, ou o som somente de uma melodia. Às vezes é a tristeza, revestida do esticar dos lábios ou o ápice da infelicidade, e às vezes, a alegria da existência, ou uma fantástica textura de plenitude. Às vezes Deus, às vezes o vazio do peito de quem já se encheu tanto que esvaiu se, às vezes a desistência, ou o olhar inquieto de quem seguiu o vazio do Adeus, ou o prazer do até logo. Às vezes, mas às vezes sempre. 



Yana Carla Monteiro Lopes

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Sobre amor..

Sobre amor.
Amar não é um adjetivo, um substantivo e nem mesmo um verbo, como classificado na gramática.  Amar é uma “coisa” que não se explica, é coisa que vai quase além da nossa capacidade humana, porque requer paciência, sabedoria, e  respeito; é toda e qualquer manifestação de cuidado.


Yana Carla Monteiro Lopes

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

2013

Esse ano foi um ano interminável de tantos acontecimentos, transições, despedidas, e crescimento. Um período que por capricho eu quis que acabasse logo, (tolice a minha, achar que o ano acabando, acabaria também as questões a se resolver), que leva de mim muitos achismos, muita inocência, um pouco e até mesmo de amor, agente fica meio desacreditado às vezes, mas “ás vezes” de quase nunca.. porque esse ano também me concretou de brita grosseira ante desamor. Percebi que as pessoas, quase sempre nos decepcionam, mas não por maldade, muito mais por humanidade. Que a vida pode ser infinitamente boa, mesmo quando todos os podes, são carregados de situações difíceis de encarar! Esse foi tempo diferente, marcante, passaram por esta vida pessoas tão impares que estão partindo, e pessoas tão essenciais que permaneceram.  Gentes e sentimentos que impregnaram, que designaram em mim ais humilde, a razão.. Coisa essa que me apaixonou mais ainda pela a vida e que me fez ver que amanhã pode ser perigoso demais para viver o hoje. Aprendi sobre o desapego, mesmo ODIANDO despedidas, sobre aceitar mesmo quando eu gostaria imensamente de trucidar, de enfiar um parafuso a mais na situação. Aprendi a respeitar, mesmo achando que eu já respeitava tanto. Compreendi que realmente sei tão pouco sobre a vida e que é preciso agradecer muito mais,  ter gratidão por essa vida,  por Deus por as pessoas, por esse mistério que abrange todas as tangentes de percepções e cognições. Hoje sei que são vocês que às vezes me amam e às vezes me odeiam, que tiram o melhor e o pior de quem eu sou, mas me inundam diante dos detalhes de vivência. Sou extremamente grata a cada um de vocês!  Obrigada pela força, pela coragem e sobre tudo pelo amor!

Yana Carla Monteiro Lopes

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

O que se perde enquanto se ganha tanto papel, que compra vida sem valor nenhum

Amar não tem esse desgaste de não querer sempre, porque não tem a ver com posse, não é vicio desenfreado da presença em todo instante. Amar é divisão; divisão de tempo, entre as coisas necessárias para se viver, e entre as coisas do crescimento. Está no limiar do equilíbrio, do que nos falta no cotidiano, o que se perde enquanto se ganha tanto papel, que compra vida sem valor nenhum. É a parte que custa crescer em corações estraçalhados pela solidão, pela falta de ver a vida bem. Esse medo continuo em desapegar-se e seguir sozinho, em se auto reconhecer, se identificar e se aceitar.  Amor é a soma de todas as coisas boas da vida; de um dia após o outro; das possibilidades; dos amigos, aqueles ombros surreais de milagres só de presença, relações que se estabelecem pela existência; é o sangue daqueles que carregam nas veias as mesmas referências genéticas; são todas e quaisquer relações que implica o respeito, que implica o lado humano de quem somos.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Essa coisa de viver

E agente se refaz, se reinventa e numa confusão procura o ritmo nessa imensidão de papel em branco. Só que a vida é infinitamente inconstante, e viver é essa coisa inexplicável, impalpável, subjetiva. É esse quê de jeitos, que agente sente, que não se imita, não se interpreta e nem se escreve, é essência, não concretude. Viver tem haver com os sentidos, com os espíritos e com o “ser”, criatura, função, qualquer espécie ou objeto inanimado, morta ou extraordinário, todo humor e intensidade, volúvel, volúpia, abstrata. É às vezes se sentir como ontem, e às vezes como a semana que vem. É uma coisa tão intrínseca, tão profunda, tão bonita. É cousa única; cognição individual do ser.

Yana Carla Monteiro Lopes

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Natureza

A natureza é incrível por todas as suas formas de manifestações. É admirável o poder que ela exerce sobre as existências, seja nos seres, ou nos objetos inanimados a qual nos apropriamos. O equilíbrio com que ela move o universo, a torna perfeita, em sintonia, em exposição, em virtude, e em espírito. A natureza não se manipula, não tende a nenhum tipo de influência; tem vida pulsante, firmeza, clareza e efetividade. Há beleza na sua essência e na sua concretude; encantando, acalmando, criando vibrações positivas, sensíveis a qualquer ser vivo; mas exige humildade, uma simplicidade para se reconhecer como parte dela, como continuação; exige equilíbrio, responsabilidade e respeito. É a vida existindo em formas. Um convite gratuito a experimentação do prazer e da adrenalina; uma invitação a vivência do viver, abstraído de qualquer sobrevivência decadente ou hipócrita. É o poder de humanidade dignada à todas as formas de existir.

Yana Carla M. Lopes