segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

2013

Esse ano foi um ano interminável de tantos acontecimentos, transições, despedidas, e crescimento. Um período que por capricho eu quis que acabasse logo, (tolice a minha, achar que o ano acabando, acabaria também as questões a se resolver), que leva de mim muitos achismos, muita inocência, um pouco e até mesmo de amor, agente fica meio desacreditado às vezes, mas “ás vezes” de quase nunca.. porque esse ano também me concretou de brita grosseira ante desamor. Percebi que as pessoas, quase sempre nos decepcionam, mas não por maldade, muito mais por humanidade. Que a vida pode ser infinitamente boa, mesmo quando todos os podes, são carregados de situações difíceis de encarar! Esse foi tempo diferente, marcante, passaram por esta vida pessoas tão impares que estão partindo, e pessoas tão essenciais que permaneceram.  Gentes e sentimentos que impregnaram, que designaram em mim ais humilde, a razão.. Coisa essa que me apaixonou mais ainda pela a vida e que me fez ver que amanhã pode ser perigoso demais para viver o hoje. Aprendi sobre o desapego, mesmo ODIANDO despedidas, sobre aceitar mesmo quando eu gostaria imensamente de trucidar, de enfiar um parafuso a mais na situação. Aprendi a respeitar, mesmo achando que eu já respeitava tanto. Compreendi que realmente sei tão pouco sobre a vida e que é preciso agradecer muito mais,  ter gratidão por essa vida,  por Deus por as pessoas, por esse mistério que abrange todas as tangentes de percepções e cognições. Hoje sei que são vocês que às vezes me amam e às vezes me odeiam, que tiram o melhor e o pior de quem eu sou, mas me inundam diante dos detalhes de vivência. Sou extremamente grata a cada um de vocês!  Obrigada pela força, pela coragem e sobre tudo pelo amor!

Yana Carla Monteiro Lopes

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

O que se perde enquanto se ganha tanto papel, que compra vida sem valor nenhum

Amar não tem esse desgaste de não querer sempre, porque não tem a ver com posse, não é vicio desenfreado da presença em todo instante. Amar é divisão; divisão de tempo, entre as coisas necessárias para se viver, e entre as coisas do crescimento. Está no limiar do equilíbrio, do que nos falta no cotidiano, o que se perde enquanto se ganha tanto papel, que compra vida sem valor nenhum. É a parte que custa crescer em corações estraçalhados pela solidão, pela falta de ver a vida bem. Esse medo continuo em desapegar-se e seguir sozinho, em se auto reconhecer, se identificar e se aceitar.  Amor é a soma de todas as coisas boas da vida; de um dia após o outro; das possibilidades; dos amigos, aqueles ombros surreais de milagres só de presença, relações que se estabelecem pela existência; é o sangue daqueles que carregam nas veias as mesmas referências genéticas; são todas e quaisquer relações que implica o respeito, que implica o lado humano de quem somos.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Essa coisa de viver

E agente se refaz, se reinventa e numa confusão procura o ritmo nessa imensidão de papel em branco. Só que a vida é infinitamente inconstante, e viver é essa coisa inexplicável, impalpável, subjetiva. É esse quê de jeitos, que agente sente, que não se imita, não se interpreta e nem se escreve, é essência, não concretude. Viver tem haver com os sentidos, com os espíritos e com o “ser”, criatura, função, qualquer espécie ou objeto inanimado, morta ou extraordinário, todo humor e intensidade, volúvel, volúpia, abstrata. É às vezes se sentir como ontem, e às vezes como a semana que vem. É uma coisa tão intrínseca, tão profunda, tão bonita. É cousa única; cognição individual do ser.

Yana Carla Monteiro Lopes

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Natureza

A natureza é incrível por todas as suas formas de manifestações. É admirável o poder que ela exerce sobre as existências, seja nos seres, ou nos objetos inanimados a qual nos apropriamos. O equilíbrio com que ela move o universo, a torna perfeita, em sintonia, em exposição, em virtude, e em espírito. A natureza não se manipula, não tende a nenhum tipo de influência; tem vida pulsante, firmeza, clareza e efetividade. Há beleza na sua essência e na sua concretude; encantando, acalmando, criando vibrações positivas, sensíveis a qualquer ser vivo; mas exige humildade, uma simplicidade para se reconhecer como parte dela, como continuação; exige equilíbrio, responsabilidade e respeito. É a vida existindo em formas. Um convite gratuito a experimentação do prazer e da adrenalina; uma invitação a vivência do viver, abstraído de qualquer sobrevivência decadente ou hipócrita. É o poder de humanidade dignada à todas as formas de existir.

Yana Carla M. Lopes

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Querer

Força motriz da consciência. Qualquer tentativa de desejo, qualquer sentimento de pertencimento. O querer dispensa qualquer adjetivo, substantiva todos os verbos de ação. É um estado de espírito de gostar, de aproximar-se, um ter por perto, uma imersão nas dimensões imensuráveis da existência. Move mundos, modifica todo julgo de qualquer coisa ou alguém, desconstrói e reconstrói cada partícula que tenta um pequeno voo. É a parte sincera da vida, de todas as tentativas sem desistência, o famoso jeito de dizer “sou brasileiro”, construindo no caráter, na identificação. É o verbo da vida, aquele que age independente do desequilíbrio das coisas, ou do equilíbrio da vida. É a persistência, aquilo que me faz querer o que, aos olhos do outro é impossível, o que somente as minhas ideias idealiza, aquilo que somente o meu coração sente. Além do amor é a dimensão mais inexplicável de poder que eu conheço.
Yana Carla M. Lopes

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Amar

É um imbróglio tão absurdo de tantas coisas que se passam, e que se imagina. São tantas meias maneiras de se dizer praticamente as mesmas coisas. Tantas formas de sentir as mesmas sensações por quem por hora se encontra do lado de fora da janela. É como aquelas historias de criança, são aqueles vestígios de dor já sentido algum dia. Quem me dera poder fugir dessas amarras sem se importar, quem me dera não sentir, se bem que não sentir é demais, não me entregaria a esse profundo de desamor. Mas é solidário, trata-se apenas de amor, trata-se apenas dessa falta de lucidez, dessa falta de coragem, desse arrepio que fica dentro do peito.

Yana Carla Monteiro Lopes

segunda-feira, 15 de abril de 2013

..

As vezes sobram palavras, e as vezes eu estou brevemente enjoada de mim mesma.
Hoje estou apaixonada só que as vezes não sei pelo o que.
As vezes é assim, acontece!