sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Questões


 Foto: Marcos Rivas
Não há questões. Existe sentidos de existência em quem somos e em quem nos reconhecemos, a partir das nossas construções de afetos e experiências. Assim nos deparamos com a maturidade que chega se impondo e nos envergonhando com aquilo que pode ser errado, com o achismo. São relações  de envenenamento da alma por uma sociedade que não acolhe, pela busca do reconhecimento e pela falta de percepção do natural das coisas. Esbarrando-se com sorrisos que desabrocham naqueles que escolhemos por afinidades, com o amor que sentimos nas coisas e nas pessoas. Com as  paixões, e com as amizades que nascem entre corpos e mundos diferentes. É a vida envolvida em ideais que construímos, em crenças e em modelos.

Por: Yana Carla M. Lopes

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Não tem titulo



Essa mania de ver o verso do papel me embriaga. Como o pescar de alguns segundos na rua, é um tempo que não volta, é uma alma que não morre e que permanece. Todas as formas de pensamentos que me consomem, todos os encaixes de abraços que me acariciam. Todo o amor e a penumbra que cerca meu universos de caos. São sentidos e forças que brincam com a gravidade do tempo.

Yana Carla Monteiro Lopes

terça-feira, 29 de maio de 2012

Questões materiais

... na união de dois corpos sedentos, vislumbra-se o amor. Na insistência de um telefonema cogita-se o desprezo. Enigmas de palavras inexistentes, só preciso da postura, uma que entre a multidão diferencia o individuo, que em inúmeras possíveis possibilidades define o caráter de alguém. Preciso de tudo isso, e as vezes não preciso de nada. E se nada der certo, tudo começa novamente.

Yana Carla Monteiro Lopes

terça-feira, 15 de maio de 2012

Coisas sobre o amor



Os mais céticos refletem, e se perguntam se é possível alguém viver só de amor. Se fosse uma pergunta, os mais românticos diriam que sim, os mais realistas diriam que não, e os mais sábios diriam que com o amor é possível fazer todas as coisas. Não é que só o amor basta, e também não é que é possível viver sem ele. E preciso amar sobre todas as coisas, não usá-lo para justificar as ações de má fé, e nem para justificar as injustiças cometidas, o amor é a base para que nada disso seja necessário, porque ele é um sentimento bonito que não permite o mal, ele é o contraste do lado sombrio da vida, e mesmo com os dias ruins ele considera os erros. É preciso amar, e entender que dele vem o respeito, que do respeito vem o cuidado e que do cuidado vem as alianças da vida.
Yana Carla Monteiro Lopes

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

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A essência da sabedoria só se tornou essência porque o homem deixou a sabedoria pelo reconhecimento, e ainda que todos os homens se encontrassem juntos, nenhum deles se sentiriam plenos. Não ha homem que precise ser aprovado por homem, há aquele que precisa se aprovar, se reconhecer e compreender que a felicidade é muito maior que o brilho que lhe foi atribuído. A solidão pode ate parecer um quarto feio e sujo, mais é necessário que se aprenda o valor das coisas, é preciso que a maturidade chegue sem bater na porta e sem pedir licença. O crescimento é a forma de se perceber a vida com outros olhos, é a experiência mostrando que o tempo guarda segredos que o homem desconhece. Os ancestrais guardaram na historia a herança que mais tarde seria desfrutada pelas próximas civilizações, mais o saber deu lugar para um desconhecido mundo de sombras, que não permite ao homem acreditar, que ensina a falha e a mentira. Precisa-se se recuperar essa herança, é preciso ver além do permitido, ter fé e ser sábio.
Yana Carla Monteiro Lopes

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

FELIZ 2012


E aqui mais uma vez me encontro, colocando um ponto final em mais um ano de jornada, e iniciando mais uma fase de vários desafios. O final do ano é sempre assim, uma retrospectiva do que fomos, do que fizemos e do que fazer de agora para frente, e o engraçado é que "o sempre assim" não é uma coisa chata e repetitiva, nem um hábito que se pode perder, acho que se parece mais com um dever agradável de fazer, porque é preciso nos reconhecer antes de mais nada, é preciso nos encontrar para se colocar um ponto e virar a página. Um novo ano por mais insignificante que seja pode ser só mais uma continuação de dias comuns, ou pode ser o ponto de partida de muitos, para uma nova caminhada. É uma linhagem que persiste no nosso crescimento e na continuação de gerações, é a maneira mais modesta de se entender o tempo e se encarar a velhice, recebendo-a como um presente dado pela vida. Hoje eu encaro essa parte da jornada como uma ano sereno, os dias nos quais percebi que a inocência de uma ser não morre com o crescimento, que na verdade somos tão crianças e tão adolescente mesmo quando somos muito adultos e que tudo, absolutamente tudo é uma questão de ponto de vista [risos..] é engraçado escrever isso, porque desde o dia que pensei a respeito, persisti em não esquecer, e quando me lembro esqueço que eu já sabia. Entre tanto aqui estou, para agradecer, a todos os meus poucos leitores, meus grandes amigos e meus fieis pensamentos. Que 2012 seja um ano de novas descobertas e que no fim possamos nos sentir felizes por o caminho que trilhamos. Obrigado mesmo a todos, mais uma vez vocês fizeram parte da minha vida e da minha história. Aos meus colegas de faculdade, aos meus parceiros de trabalho, aos meus pais e familiares, aos meus amigos, ao meu namorado, aos meus desconhecidos um grande abraço e um FELIZ 2012!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Eu não entendo e isso basta! Isso provavelmente refletiria as minhas idéias a tempos atrás. Mas hoje isso não é mais o bastante, a estrutura das minhas certezas tornaram-se um sol tentando ser tapado por uma peneira, preciso de mais verdades, de mais milagres e de mais tempo. é desse jeito só porque descobri um novo caminho, e começo a achar tudo lindo, começo a sentir a vida perfeita, começo a provar do gosto em acreditar na existência de uma força que está a cima de tudo, e aos poucos percebo que o tempo e a herança que a vida deixa todos os dias pela dádiva de viver. É como uma nova oportunidade de reconstruir, só que de uma forma madura, de um jeito que não se vê quando o reino ainda é na inocência de uma criança, ou ainda quando o espaço pertence a descoberta de tanta opções na adolescência. É uma oportunidade para quem consegue compreender o tempo de uma maneira serena e sutil, um jeito para quem já entendeu que tudo tem o seu tempo, que todos os acontecimentos são frutos de um constante aprendizado e que na vida tudo surge, tudo acontece, basta esperar, basta lutar, basta querer. É como uma formula instantânea de várias essências, que mesmo parecendo simples é complexa porque faz parte do mundo. É um quebra cabeça lindo e cheio de vertentes.


Yana Carla Monteiro Lopes