terça-feira, 15 de maio de 2012

Coisas sobre o amor



Os mais céticos refletem, e se perguntam se é possível alguém viver só de amor. Se fosse uma pergunta, os mais românticos diriam que sim, os mais realistas diriam que não, e os mais sábios diriam que com o amor é possível fazer todas as coisas. Não é que só o amor basta, e também não é que é possível viver sem ele. E preciso amar sobre todas as coisas, não usá-lo para justificar as ações de má fé, e nem para justificar as injustiças cometidas, o amor é a base para que nada disso seja necessário, porque ele é um sentimento bonito que não permite o mal, ele é o contraste do lado sombrio da vida, e mesmo com os dias ruins ele considera os erros. É preciso amar, e entender que dele vem o respeito, que do respeito vem o cuidado e que do cuidado vem as alianças da vida.
Yana Carla Monteiro Lopes

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

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A essência da sabedoria só se tornou essência porque o homem deixou a sabedoria pelo reconhecimento, e ainda que todos os homens se encontrassem juntos, nenhum deles se sentiriam plenos. Não ha homem que precise ser aprovado por homem, há aquele que precisa se aprovar, se reconhecer e compreender que a felicidade é muito maior que o brilho que lhe foi atribuído. A solidão pode ate parecer um quarto feio e sujo, mais é necessário que se aprenda o valor das coisas, é preciso que a maturidade chegue sem bater na porta e sem pedir licença. O crescimento é a forma de se perceber a vida com outros olhos, é a experiência mostrando que o tempo guarda segredos que o homem desconhece. Os ancestrais guardaram na historia a herança que mais tarde seria desfrutada pelas próximas civilizações, mais o saber deu lugar para um desconhecido mundo de sombras, que não permite ao homem acreditar, que ensina a falha e a mentira. Precisa-se se recuperar essa herança, é preciso ver além do permitido, ter fé e ser sábio.
Yana Carla Monteiro Lopes

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

FELIZ 2012


E aqui mais uma vez me encontro, colocando um ponto final em mais um ano de jornada, e iniciando mais uma fase de vários desafios. O final do ano é sempre assim, uma retrospectiva do que fomos, do que fizemos e do que fazer de agora para frente, e o engraçado é que "o sempre assim" não é uma coisa chata e repetitiva, nem um hábito que se pode perder, acho que se parece mais com um dever agradável de fazer, porque é preciso nos reconhecer antes de mais nada, é preciso nos encontrar para se colocar um ponto e virar a página. Um novo ano por mais insignificante que seja pode ser só mais uma continuação de dias comuns, ou pode ser o ponto de partida de muitos, para uma nova caminhada. É uma linhagem que persiste no nosso crescimento e na continuação de gerações, é a maneira mais modesta de se entender o tempo e se encarar a velhice, recebendo-a como um presente dado pela vida. Hoje eu encaro essa parte da jornada como uma ano sereno, os dias nos quais percebi que a inocência de uma ser não morre com o crescimento, que na verdade somos tão crianças e tão adolescente mesmo quando somos muito adultos e que tudo, absolutamente tudo é uma questão de ponto de vista [risos..] é engraçado escrever isso, porque desde o dia que pensei a respeito, persisti em não esquecer, e quando me lembro esqueço que eu já sabia. Entre tanto aqui estou, para agradecer, a todos os meus poucos leitores, meus grandes amigos e meus fieis pensamentos. Que 2012 seja um ano de novas descobertas e que no fim possamos nos sentir felizes por o caminho que trilhamos. Obrigado mesmo a todos, mais uma vez vocês fizeram parte da minha vida e da minha história. Aos meus colegas de faculdade, aos meus parceiros de trabalho, aos meus pais e familiares, aos meus amigos, ao meu namorado, aos meus desconhecidos um grande abraço e um FELIZ 2012!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Eu não entendo e isso basta! Isso provavelmente refletiria as minhas idéias a tempos atrás. Mas hoje isso não é mais o bastante, a estrutura das minhas certezas tornaram-se um sol tentando ser tapado por uma peneira, preciso de mais verdades, de mais milagres e de mais tempo. é desse jeito só porque descobri um novo caminho, e começo a achar tudo lindo, começo a sentir a vida perfeita, começo a provar do gosto em acreditar na existência de uma força que está a cima de tudo, e aos poucos percebo que o tempo e a herança que a vida deixa todos os dias pela dádiva de viver. É como uma nova oportunidade de reconstruir, só que de uma forma madura, de um jeito que não se vê quando o reino ainda é na inocência de uma criança, ou ainda quando o espaço pertence a descoberta de tanta opções na adolescência. É uma oportunidade para quem consegue compreender o tempo de uma maneira serena e sutil, um jeito para quem já entendeu que tudo tem o seu tempo, que todos os acontecimentos são frutos de um constante aprendizado e que na vida tudo surge, tudo acontece, basta esperar, basta lutar, basta querer. É como uma formula instantânea de várias essências, que mesmo parecendo simples é complexa porque faz parte do mundo. É um quebra cabeça lindo e cheio de vertentes.


Yana Carla Monteiro Lopes

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Não tem titulo.

Por mim eu passaria horas naquela janela olhando o por do sol, sem perder nenhum detalhe do seu esplendido adormecer, que dá lugar ao brilho das estrelas e as noites de lua bonita. Por mim as pessoas seriam como o fim do dia e a chegada da noite, elas adormeceriam e dariam lugar a novas vidas, e muitas coisas seriam diferentes. Talvez assim as pessoas se ofenderiam bem menos, se amariam bem mais e não se desentenderiam, elas apreciariam mais vezes o fantástico percurso de uma vida, e o simples esplendor das águas, que correm os rios e deságuam no oceano. Elas não andariam arrependidas, e com certeza todo mundo ficaria mais tempo observando uma estrela e descobrindo as diferenças entre as pessoas. Elas passariam menos tempo alienados em uma realidade egocêntrica e fariam tudo demais, de novo, de novo e de novo, quantas vezes fosse preciso. Não é preciso ser muito, é preciso ser simples.


Yana Carla Monteiro Lopes

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Dias

A vida é obrigatoriamente um gesto de se viver, mesmo que ha muitos seres por aí que não usufruem desse bem. E verdade que tem dias que a vida tacha algumas pessoas, como homens que grudaram chiclete na cruz (só pode), porque as vezes ela parece tão sem graça quanto um céu cinza de inverno. São dias em que não se acorda bem. Nunca a de haver um motivo concreto para isso, a de haver com certeza sentimentos que assolam sem nem um pingo de piedade nosso dias ruins. Nessa teia que tentamos dominar nada é perfeito (algum dizem que esse fato, é um fato perfeito) por isso tanta dificuldade em lidar com realidades tão próximas e ao mesmo tempo tão distantes no nosso ego. É uma constante variável que só tem sentido na filosofia, que não floresce em dias escuros e nem vazios. Não faz sentido porque na vida muitas coisa não tem sentido e são dias porque tudo passa.


Yana Cara Monteiro Lopes

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Amor do altissimo.

Fomos concebidos por um gesto de amor do pai. O mestre que nos escolheu entre tantos outros e que na aposta da vida nos fez ganhar primeiro, aquele que nos moldou e nos ensinou o amor. O ser que deleita-se para que o teu bem venha em primeiro lugar, que vai frente a nossa caminhada para nos mostrar o próximo passo. Não é questão de acreditar ou não, é apenas um ato de humildade, em reconhecer que a grandeza da vida, pertence a uma dimensão muito maior do que a que estamos. Deus preparou para nossas vidas as melhores coisas, os caminhos de perfeição, e os maiores sonhos, sobretudo porque nos deu a capacidade de sermos grandes, embora pequenos para um universo. Ele nos deu um dos valores que o homem mais procura, a liberdade, ela permite ao homem andar sozinho ou andar embaixo da cobertura do pai, portanto são nossas escolhas que nos atestam para as decepções, e a fé me leva a acreditar que somente o Deus, que uma geração de adoradores segue, é quem nos ajuda a contornar nossos erros. Eu creio no pai, não só pelas escrituras, mais porque o meu coração inclina-me a ter fé. Não é o julgo do homem que pesa sobre a minha vida, nem tão pouco as leis do mundo, da física e da ciência que me limita a não poder. E a minha condição de ser humano frente as grandezas do meu universo. E apesar de ser apenas um ponto no meio do deserto creio que posso mover montanhas, porque o homem muitas vezes me torna fraca, mais o meu Deus é o Deus do impossível. TE AMO MEU PAI.
Yana Carla Monteiro Lopes