segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Memórias


Pode ser que nem todo mundo um dia sinta falta de algumas coisas da vida. Mas definitivamente tem coisas que jamais vão ser esquecidas, porque o tempo passa como uma onda, forte, orgulhosa e com a simplicidade de uma bela paisagem. Não existe uma regra, Pode ser um jogo, pode ser em pensamento. Talvez lá onde houvesse sorrisos inocentes, brincadeiras infantis e muitas palhaçadas. O correr desesperado para o braço do rei, os mimos e colo da rainha, as brigas com os outros príncipes e princesas, a simplicidade na qual se encarava uma tempestade em alto mar. O tempo em que às nuvens eram como algodão doce e colorido e no céu era fácil colar estrelas. Ou o tempo em que toda essa fantasia passa e para traz sobram apenas lembranças de quando existia toda graça no mundo em brincar na chuva, e hoje o mais emocionante seja um beijo apaixonado em meio a um garoar. A vida é assim, engraçada, porque o ontem é apenas uma representação das lembranças de hoje. Vida vivida em que a imaginação cria e recria castelos de areia, planos traçados para um destino melhor, sonhos que muitas vezes só se tornam concretos quando a caminhada esta prestes a acabar. Porém ainda sim haverá sempre as memórias ou a saudades dos dias que o céu amanhecia mais bonito.
Yana Carla Monteiro Lopes

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A dor de uma perca

Nada se compara a dor de perder alguém. Um devaneio de lágrimas, sentimentos de culpa, de razão, solidão, tristeza, vazio. Como se fosse um dia frio. Não basta ser livre, precisava acreditar. E tão difícil perceber que em um estalar de dedos aquela pessoa nunca mais será parte do seu universo, da sua caminhada. Você nunca mais terá oportunidade de observa-la e lhe dirigir um elogio. Dói tanto é uma dor que talvez é melhor não tentar explicar.
Yana Carla Monteiro Lopes

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

[OFF] meus pensamentos ..

Nada padrão, se trata de mim mesma. Trata-se dos meus sentimentos. Trata-se do talvez. Porque talvez as escolhas sejam complicadas demais e eu juro por mim mesma que não sei se estou preparada para isso. ‘Talvez’ porque eu não tenho certeza de absolutamente nada e relutante fico tentando acertar, pensar para tomar a melhor decisão, só que eu definitivamente não tenho idéia do que fazer. Na verdade talvez eu até saiba, mas não sei se estou preparada para encarar as coisas assim. E assim caminham meus dias, internos, profundos, duvidosos e a procura. A única coisa acreditável é o propósito de Deus na minha vida, mesmo sem conhecê-lo sinto que é firme. Há pudera não está errada. Sei que Deus guiara meus caminhos, sei que no final das contas eu saberei o que fazer e se não acertar terei oportunidades para recompensar meus erros, ou não. Mas não importa, se viver fosse fácil, não teríamos vida, escreveríamos histórias. Seja como for, que seja.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Solidão

É tão triste sentir-se como se o mundo inteiro tivesse se esquecido de você. Você olha ao redor das pessoas e não se encontra. Todos os seus amigos somem e você depreda-se ainda mais com a sua falta de humor e com a solidão. Nessas horas a vida poderia desativar-se, mas na realidade ela continua mais ligada do que nunca, e o jeito e dar um basta. As festas e concentrações em massa podem não ser as melhores opções. Talvez os livros de verão?! Pode ser uma maneira de não se sentir triste, casar-se com a solidão e dividir sua própria companhia. Talvez uma boa trégua de ir à manicure e depois ficar horas de molho esperando a nova cor dos seus cabelos. Talvez seja tempo de reinventar-se, um bom momento para dizer ao mundo um ‘oi’ outra vez. E depois será tudo uma questão de tempo. Tem horas que a vida precisa de um "time" de calmaria e um pouco de novo não faz mal para absolutamente ninguém.

*time: tempo

Yana Carla Monteiro Lopes

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

- 2010

E mais uma historia acaba de começar. De inspiração o livro 2010 deixa aqueles sorrisos e aquelas crises que fizeram o desfecho das ultimas paginas. Deixa as historias bisaras, as pessoas ímpares e os momentos que serão eternamente momentos. Segue deixando também os tais aprendizados, que tornam os indivíduos mais maduros e capazes de andar por ai. Os amores, que juraram amor eterno e acabaram, e os que sem aposta nenhuma permaneceram e durará uma vida. A família que potencializa os defeitos, mais acolhe com aconchego e os amigos que vão se reduzindo a alguns poucos, mais que jamais se esquece; porque cada dia foi patrão de um momento. Deixa o fim e a oportunidade de uma nova fabula. Parte em que pode-se escrever novos erros e acerto. Parte em que pode-se abusar das boas vontades, e dos exageros de ser altamente feliz. Bem sucedido, ou tristemente limitado. Sociável ou sozinho. Uma outra diretiz, que nem de perto será como o dia anterior. O esforço dobra, a saudade esquenta e a vontade tem que fazer valer à pena. Tudo envolvendo a esfera de um novo.
Yana Carla Monteiro Lopes.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O Cotidiano, considerada a dualidade vida-morte, pode ser um espaço de criação ou de cópia.

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Uma coisa é certa, a vida é curta. Mas apenas para aqueles que estão a um passo do fim. Para o homem jovem ou maduro, na grande maioria, a vida leva uma eternidade. Similar a sensação da ida ser mais demorada que a volta, começando pelo fato de não haver uma verdadeira "volta".

O tempo, que aos poucos corroe a vida, não deixa de ser a ferramenta primordial de construção, como um rio que desliza suavemente às águas do dia a dia. E é por incapacidade de assimilar instantâneamente, na maturidade da vida, o real valor do tempo, que a mente precisa ser ocupada. Apesar das tarefas indispensáveis que possibiliatam a vida, eventualmente prenderem total espaço em alguém, há aqueles que viveram só para pensar e não criar. Não menosprezando as pequenas e vagas ideias de um simples homem em sua vida rotineira. A relevancia no eminente processo de criação que a humanidade exerce.
Tomas Franco

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Juizo

Meu juízo só vai contra o seu, quando você insiste em achar que apenas suas verdades são superiores a razão de qualquer razão. Tudo isso porque ontem ao abrir os olhos percebe que o mais importante não são as verdades que o meu coração reconhece e sim o que a minha própria razão desconhece. A cima de tudo porque hoje tudo é totalmente diferente do que já foi um dia, e o meu juízo ultrapassa minhas noções de sensatez e consciência. E talvez isso só seja verdadeiro porque ainda tenho prioridades maiores que o tempo e porque talvez eu tenha aprendido que a vida realmente vale. Vale porque a felicidade do meu juízo ultrapassa qualquer barreira entre extravagar ou limitar-me.
Yana Carla Monteiro Lopes